domingo, 7 de setembro de 2014

Dr. Paizinho


FRANCISCO CLEMENTINO DE CARVALHO – Décimo terceiro Prefeito de Itaporanga - 1960/63

Mal havia saído da Universidade, o médico Francisco Clementino de Carvalho foi convocado para disputar a Prefeitura Municipal de Itaporanga. enfrentando a candidatura de João Franco da Costa, com o apoio do esquema político do deputado Balduíno de Carvalho, seu parente e amigo. Tendo o comerciante e agricultor Francisco das Chagas Soares como companheiro de chapa. Dr. Paizinho, como era mais conhecido, mesmo tendo conseguido um curso de pós-graduação no Rio de Janeiro, decidiu-se pela campanha e terminou vencendo o pleito com uma diferença superior a 150 votos, graças a surpreendente votação que obteve no distrito de Pedra Branca.

Filho de Claro Clementino de Carvalho e Maria Alves de Carvalho, Paizinho nasceu no dia 22 de junho de 1927, na cidade de Itaporanga. Cursou o primário no Grupo Escolar Semeão Leal e na escola primária de Doralice Pedroza, a primeira Itaporanguense a conseguir uma graduação como professora.  Fez o secundário em Patos e João Pessoa. Foi aluno do Liceu Paraibano e morou na Casa do Estudante. Terminou o curso de medicina em 1958, e quando do foi a Itaporanga visitar a família, terminou candidato e só voltou a morar em João Pessoa em 1964, já casado com Maria NeIIy Cavalcanti de Carvalho, depois que passou o cargo a Sinval Mendonça Pinto, prefeito eleito em 1963.

A administração de Francisco Clementino de Carvalho foi marcada pela execução de obras de grande porte e de máxima importância para o povo de Itaporanga, como a eletrificação da cidade com energia de Paulo Afonso, via Coremas, a construção do abastecimento d’água e esgoto, pavimentação das principais ruas do centro da cidade, como parte da Getulio Vargas, praças do Centenário e Frei Martinho e da Rua Santa Terezinha, entre outras, além da recuperação parcial do mercado público, a edificação de uma grande escola em Pedra Branca e de um estrada vicinal ligando São José de Caiana a Itaporanga, facilitando enormemente a ligação entre as duas comunidades.

Na Prefeitura, segundo ele mesmo conta, teve que enfrentar uma severa oposição que tentava obstacular todos seus passos, já que não dispunha de maioria absoluta na Câmara, cujos vereadores, em número de 7, obedeciam cegamente a orientação de João Franco.

Para que a energia elétrica chegasse a Itaporanga, por exemplo, Dr. Paizinho teve que ir ao presidente João Goulart, em Brasília, que prontamente o encaminhou ao diretor-geral do DNOCS, que naquela oportunidade era empossado no cargo, no Rio de Janeiro, com ordem expressa de resolver o problema. Aquela autoridade, cumprindo a risca a determinação presidencial, esteve na cidade de Coremas inteirando-se do que estava ocorrendo e, constatada a interferência política dos adversários do Prefeito, determinou a imediata execução da obra. Assim, noventa e seis dias depois Itaporanga ganhava o seu fator maior de desenvolvimento: energia em quantidade bastante e pelas vinte e quatro horas do dia, naquela oportunidade e para sempre.

Médico por vocação, Paizinho é funcionário da Previdência Social e nos últimos 40 anos tem se dedicado a prestar uma medicina gratuita, ajudando a todos que precisam do seu trabalho. 

Do seu casamento nasceram três filhos: Ana Claudia e Leonardo, médicos, e Francisco, biólogo.

Revista Itaporanga, janeiro de 2000
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Se porventura, existir algum fato não condizente com a verdade, desculpem-nos, pois, poucas são as fontes de consulta. Os familiares dos ex-prefeitos que quiserem colaborar conosco, com fotos ou documentos; favor entrar em contato com: itaporanga150@gmail.com

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